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O SEIXAL

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O Seixal

cidade do Seixal é sede de um concelho que tem atualmente cerca de cento e noventa mil habitantes, repartidos pelas freguesias de Aldeia de Paio Pires, Fernão Ferro, Amora e Corroios, numa área de cerca de 95,50 Km quadrados.

Localizada numa das muitas reentrâncias do rio Tejo, confina com os concelhos do Barreiro, Sesimbra e Almada, tendo conhecido uma expansão populacional com a construção da Ponte 25 de Abril e com a construção de infraestruturas rodoviárias e também ferroviárias de ligação ao grande centro que é Lisboa.

Embora a cidade do Seixal seja relativamente recente, a vila que a antecedeu é uma terra com uma grande tradição marítima e foi, e ainda é, polo de importantes atividades industriais.

DO SEIXAL PARA A ÍNDIA

A sua vertente ribeirinha fez com que a atividade da pesca tivesse sempre estado presente no genes dos seus habitantes, se bem que numa escala pouco desenvolvida uma vez que nunca teve verdadeiramente um porto de abrigo, mas é de assinalar que foi na vila do Seixal que Vasco da Gama e o seu irmão Paulo da Gama orientaram a construção das embarcações com que viriam a alcançar a India.

A serenidade das águas da sua baía fez com que florescesse nas suas margens uma significativa atividade de construção e reparação naval, hoje ainda presente em estaleiros da Amora e no próprio Seixal, e a própria baía é o pouso de dezenas de embarcações, umas de pesca artesanal outras simplesmente lúdicas que ciclicamente, em função das marés, se erguem e assentam os seus fundos no solo lodoso.

Por outro lado, ainda ligado ao mar, na Ponta dos Corvos, existiu em meados do século passado importantes instalações ligadas à pesca e indústria do bacalhau, designadamente espaços de seca do bacalhau, hoje, edifícios em ruinas.

GRANDES INDÚSTRIAS DO SEIXAL

O Seixal é ainda recordado pela Fábrica da Mundet, construída em 1905 na chamada Quinta dos Franceses e que se viria a revelar a maior corticeira mundial com um nível de trabalhadores assinalável, que teve o seu auge, mas que, como tudo na vida, acabou por definhar, de que um «Núcleo da Mundet» é museu depositário desse período histórico.

Uma atividade industrial importante foi também a desenvolvida na Fábrica da Pólvora na freguesia de Corroios, em que num perímetro importante se guardavam em silos os explosivos que máquinas industriais da época transformavam em cartuchos e outro material afim.

No entanto, nenhuma das atividades acima mencionadas superou a atividade da Siderurgia Nacional, com os seus fornos e a sua força laboral, produtora de muito do ferro com que se fizeram edificações neste país, atualmente a laborar mas com métodos de fabrico muito mais modernos e com menor visibilidade nacional.

GASTRONOMIA SEIXALENSE

A estreita ligação do Seixal ao mar fez com que a sua gastronomia se desenvolvesse à volta dos pratos de peixe, sendo bastante apreciada a feijoada de choco, a caldeirada de peixe, a massa de peixe, as enguias fritas ou o ensopado de enguias.

Locais de interesse

Embora o atual Seixal venha modernizando o seu casario continua fiel às suas raízes e tem desenvolvido uma elevada oferta de qualidade de vida a todos os seus habitantes e a todos aqueles que o visitam.

MUSEUS E SÍTIOS

A oferta é diversificada, e tanto pode ser encontrada em visitas a museus, como o Ecomuseu Municipal do Seixal, o Núcleo Naval, a Quinta da Trindade ou de São Pedro ou a Olaria Romana, ou a uma Embarcação Tradicional como num passeio pelos jardins e lagos da Quinta da Fidalga, com o seu parque infantil, zona pedonal e arquitetura hidráulica portuguesa, como no desfrutar da natureza em todo o seu esplendor.  

BAÍA DO SEIXAL

O Rio Tejo, com as suas marés, é um alimentador contínuo da vida aquática na Baía do Seixal e nos múltiplos recortes costeiros que lhe estão adjacentes. No entanto, os milhões de litros de água que diversas vezes ao dia entram e saem na Baía passam por um estreito que não tem mais de cem metros, fazendo com que nessa zona, nas mudanças de maré, se estabeleça uma forte corrente marítima.

Uma das propostas de desfrutar a natureza é o passear pela linha de costa da Baía, para o que são oferecidas ótimas condições.

Na vila, a circulação automóvel foi reformulada, agora com um único sentido, de entrada, e existe um passeio alargado e bonito, que permite que se inicie uma caminhada e durante cerca de dois quilómetros é possível caminhar em passeio próprio, mesmo ao lado da água da baía, em plenas condições de segurança, para o que existe um muro delimitador. Todavia, se a opção for fazer o percurso de bicicleta, para esse efeito, uma ciclovia acompanha esses mesmos dois quilómetros.

PONTA DO CORVOS / DO MATO

Outra proposta passa por um passeio à Ponta dos Corvos, mais conhecida pelos habitantes locais de MiratejoCorroios e Laranjeiro como a Ponta do Mato ou a Praia dos Tesos, neste caso porque normalmente eram pessoas com menos posses que a frequentavam, se bem que poucos realmente a conheçam, muito embora seja um autêntico paraíso.

A ida para a referida Ponta dos Corvos faz-se por uma estrada de terra batida que se inicia nas traseiras do Centro Comercial de Miratejo e termina passados cinco quilómetros, mesmo defronte da vila do Seixal, constituindo um dos lados do estreito, o outro é o próprio Seixal, parecendo um istmo sem o ser. O regresso faz-se pelo mesmo caminho.

No Inverno e Primavera, os primeiros dois quilómetros da estrada não são famosos, dadas as poças de água, eliminadas anualmente pelos serviços camarários para a época balnear, a qual confronta de norte com as instalações militares da Marinha e de sul por um conjunto de valas de água e por terreno lodoso onde centenas de aves vão pousando, incluindo os conhecidos flamingos.

No entanto, ao fim dos referidos dois quilómetros é compensado por uma vista panorâmica de grande interesse.

À direita uma deslumbrante vista sobre a cidade de Lisboa, incluindo o Terreiro do Paço e as «sete colinas», em frente, o Mar da Palha com o seu canal de navegação fluvial e o Barreiro. À esquerda uma praia de areia branca com cerca de três quilómetros de extensão, que vai até ao estreito acima referido. Na maré baixa, fica uma faixa de areia de cerca de quarenta metros e uma extensão de solo entre duzentos a trezentos metros, onde em terrenos lodosos mariscadores ocasionais vão apanhando ameijoa e produtos semelhantes. Do lado direito, os mesmos terrenos lodosos, com vistas para as aves pousadas.

No entanto, o caminho e a atual Ponta dos Corvos nem sempre foram assim.

A central de tratamento de águas residuais em Miratejo obrigou a uma mudança do acesso à estrada de terra batida para o local onde agora se encontra, a Marinha foi ampliando a área geográfica do Alfeite, mediante a tomada de posse de terrenos que foi vedando com muros, e muito recentemente balizou cerca de quilómetro e meio da praia com uma vedação de arame intransponível, havendo, no entanto, uma porta de acesso que, por enquanto, se vai mantendo aberta.

Todavia, a maior alteração na fisionomia deste braço de mar da Baía do Seixal foi a construção há cerca de vinte anos de cerca de 15 enormes valas de água, de cerca de 200 metros de comprimento, cujo objetivo era dar corpo a um empreendimento chamado «Viveiros do Felisberto».

Durante cerca de um ano, máquinas e camiões removeram milhões de metros cúbicos de terra, destruindo um riquíssimo eco sistema de limos, pequenos lagos com pequenos peixes e girinos, regatinhos, rochas com moluscos, por onde se podia circular livremente, para no fim, nem um único camião de peixe de viveiro lá ter sido retirado, uma vez que questões ambientais relacionadas com licenças fez morrer o projeto. Entretanto, a área passou a estar vedada e inacessível, perdendo-se um belo espaço de lazer.   

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